Campos, Ricardo2026-04-142023-03-30978841939740910.33776/euhu-978-84-19397-40-9https://pepa.une.es/handle/123456789/81139As necrópoles do municipium de Felicitas Iulia Olisipo, actual cidade de Lisboa, conheceram ao longo do séc. I d. C. uma expressiva presença de monumentos funerários em pedra, reflexo da prosperidade e dinamismo da região, bem como de uma pujante Romanidade. A abundância de material de qualidade, extraído nas pedreiras locais, permitiu que chegassem aos nossos dias muitos destes monumentos. Entre eles, o mais numeroso e talvez o mais caracteristicamente olisiponense é a cupa, termo que se deve à sua cobertura semicilíndrica. No presente estudo pretende-se não apenas dar um contributo para a análise deste grupo local de monumentos até agora escassamente estudado, incluindo a inventariação de todos os exemplares conhecidos, como também contextualizá-lo no âmbito alargado do Império Romano, reflectindo sobre o complexo panorama das cupae e das múltiplas variantes que assumem. A proposta de uma relação deste consistente e precoce grupo tipológico com populações imigrantes itálicas que se terão estabelecido nos campos de Olisipo nos alvores do Império com base nos dados epigráficos, sobretudo antroponímicos e o repertório das suas diversas características próprias face aos paralelos que se podem vislumbrar, na Hispania e no Império, são alguns dos elementos que importa trazer a debate.Libro digitalp. 386Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0)http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ArqueologíaUm tipo de monumento funerário romano: As cupae líticas do municipium olisiponenseacceso abiertoArqueología.